textos de própria autoria, de própria vida. minha vida, sua vida, nossa vida.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

joelhos.

os joelhos expostos. e nada mais belo do que um par de belos joelhos expostos ao sol. nem magros ou tão pouco gordos. joelhos perfeitos. parte importante da perna e meio do caminho até os pés. outra parte importante de se observar. os pés. mas, não quero falar dos pés. quero falar dos belos joelhos expostos ao sol do qual vi, admirei e quis. joelhos que flertam, que flexionam e que sustentam todo um conjunto de ligações nervosas e tranquilas do corpo. joelhos roliços e contornados. daqueles que possuem um desenho assimétrico ao restante do corpo. afinal, de que adianta beleza se os joelhos forem feios? 
tenho visto muitos joelhos. alguns esquecidos, maltratados ou pouco amados. joelhos sim. quando flexionados na cadeira, timidamente encobertos pela toalha que cobre a mesa. ou quando flexionados para dar equilíbrio. joelhos. nada mais que joelhos. 
sinto pesar pelas pessoas que não se aventuram pelo corpo. ou caem sempre nos mesmos clichês. olhos, bocas, mãos, nádegas e pés. claro, não esquecendo da parte que difere o homem da mulher e a mulher do homem. mas, por quê não os joelhos? 
quero a liberdade para os joelhos aprisionados pela calças ou escondidas pelas saias longas. quero a exposição necessária para tal parte tão essencial de nossa estrutura. quero joelhos como símbolos de fetiches modernos. 
nem magros ou tão pouco gordos. quero joelhos perfeitos.



quarta-feira, 24 de abril de 2013

um dia de abril

hoje eu senti vontade de um cigarro. mas, sufoquei essa vontade. como tenho feito com tantas outras vontades que emergem de meu âmago e são dissolvidas feito partículas de pó em água. hoje eu senti vontade de um cigarro. mas, não do ato de segurar um cigarro. ou do cheiro da nicotina. senti vontade da primeira tragada, quando o pulmão recebe aquela carga de fumaça tóxica e tão tóxica quanto a monotonia dos dias que temos vivido. 
hoje eu preciso fazer algo diferente.